Edifícios escolares


Escola Conde Ferreira, maquete da Câmara Municipal de Vila do Conde


Projecto para as escolas Conde Ferreira, 1866
(Arquivo Histórico da Div. de Documentação da Secretaria Geral do M.O.P., Lisboa)

Apesar  das suas diferenças ao longo do tempo e nos diferentes países, as escolas, mantêm traços idênticos entre si, que se devem às características das actividades que nelas se desenvolvem e do seu próprio público: crianças que aprendem noções elementares de escrita, leitura, aritmética, e de regras sociais, a que no passado se designava por civilidade.
Portugal sempre manteve contactos e relações culturais com vários países europeus, o que permitiu a circulação de ideias e de práticas educativas. É graças a esse circular e apropriar diferenciado de concepções e experiências que se torna possível falar de um património cultural comum a conjuntos alargados de países, apesar de todas as diferenças. E conhecer as nossas práticas educativas, a rotina escolar dos alunos e alunas, todas essas actividades que se desenvolvem em espaços próprios, reconhecíveis pela sua arquitectura e pelo seu equipamento é conhecer mais profundamente não só a vida de um dado país mas também reconhecer o caldo cultural que partilhamos.
Em Portugal as escolas foram construídas por particulares, por colectividades, algumas por empresas e pelo Estado. Os particulares, que as ofereciam ao Estado, procuravam com isso algum benefício, como obter títulos de nobreza ou garantir um lugar de professor para um familiar ou apenas por razões económicas, filantrópicas e de progresso social.
O primeiro tipo de planta concebido para escola primária foi resultado do testamento do Conde de Ferreira. (1866)


Escola Conde Ferreira, Fafe

Eram edifícios de linhas clássicas, com fachada encimada por um pequeno frontão triangular e porta ladeada por duas janelas. Na fachada lateral localizava-se a porta de acesso dos alunos. A sineta, na fachada principal assinalava a hora de entrada e de saída e chamava as crianças à escola. Tinha uma ou de duas salas, e uma mais pequena para os trabalhos de costura. Na parte posterior ficava a casa do professor e sua família. A escola possuía geralmente um campo circundante, que servia de horta do professor e de recreio para os alunos e alunas. As escolas podiam ser mistas ou frequentadas por crianças de um só sexo. Quando mistas havia a preocupação em separar as meninas dos meninos, quer na sala de aula quer no recreio.

 

Muitos destes edifícios ainda hoje existem, remodelados, funcionando como escolas ou com outras funções.


Escola Conde Ferreira, Cantanhede ainda em funcionamento


Escola Confe Ferreira em Sta. Maria da Feira transformada num Posto da GNR


Alçado principal da Escola Conde Ferreira, Paredes, adaptada a Biblioteca-Museu Municipal

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